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Blog do João Antônio Motta

Todo mundo odeia os bancos, mas há novas alternativas: as fintechs

João Antônio Motta

05/03/2018 04h00

Todo mundo sabe a irritação que causam as tarifas cobradas, o valor delas, os juros, os seguros oferecidos, a porta giratória, o caixa eletrônico quebrado, as filas no caixa, o sistema do banco na internet que deixa de funcionar e assim por diante, gerando a uma sensação que beira o desespero. Claro, isso se você não precisar usar o atendimento telefônico, porque aí certamente poderá ter um colapso nervoso.

Porém, de uns tempos para cá surgiram as fintechs: empresas geralmente fundadas por jovens, com objetivo de criar novas formas de apresentar produtos e serviços financeiros. Estas companhias estão, muitas delas, no segmento bancário, apresentando soluções para pagamentos, finanças pessoais, aberturas ou manutenção de negócios. Ou seja, operando de forma que podem decididamente substituir o seu banco no dia a dia.

Como tenho afirmado: a administração e educação de sua vida financeira são fatores decisivos para que seu dinheiro dure até o final do mês, e isso pode acontecer se você evitar comprar por impulso ou se respirar fundo – pelo menos uma vez. A solução para que você tenha um controle melhor é dedicar alguns minutos do seu dia para organizar suas finanças, o que pode ser feito por algum aplicativo oferecido por essas fintechs.

Sim, estas empresas oferecem aplicativos para controle de gastos pessoais e até mesmo do seu negócio. Elas exploram bancos online, os quais eliminam totalmente as tarifas ou as deixam bem reduzidas, com o objetivo de transferir pelo menos parte desta redução de custos aos seus clientes.

Aliás, este é exatamente o objetivo dos bancos online: através de uma plataforma eficiente e com redução de custos, entregarem aos clientes tarifas mais baixas, ou totalmente eliminadas, junto com uma redução significativa dos juros.

Claro, você não tem agência aonde ir, mas, se conseguir organizar sua vida financeira, dificilmente terá que colocar os pés em uma agência física de um banco. No máximo, você irá a algum caixa eletrônico para sacar dinheiro quando necessitar.

A grande desvantagem dos bancos online – e pra mim a única: o cliente necessariamente tem que possuir conhecimentos de informática, o que pode excluir deste ambiente pessoas que não se interessam por novas tecnologias. Porém, o futuro inevitável é que essas novas tecnologias eliminem custos e estimulem maior competitividade entre as plataformas, o que levará os bancos tradicionais a buscarem formas de se ajustarem ou desaparecerão.

Outro ponto importante é como tratar seus investimentos. Neste ambiente das fintechs, há vários modelos de operações, desde programas que elaboram uma carteira de investimentos (com instruções fornecidas por você), até a sua atuação direta como banqueiro, emprestando a quem precisa ("peer-to-peer lending").

Da mesma forma, quando você precisar de dinheiro, uma fintech pode auxiliar, buscando dentre inúmeras instituições financeiras aquela que, pelo seu perfil, vai te entregar a menor taxa de juros.

Isso tudo, como já dito, torna necessária uma proximidade com as novas tecnologias e uma educação financeira, mas o resultado é que você terá uma enorme economia e ganhos significativos. Ou seja, se odiamos os bancos como estão estruturados hoje, amamos a internet e, com certeza, vamos amar as fintechs e os bancos online.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o Autor

João Antônio Motta é advogado (PUC/RS – OAB em 1982) especialista em obrigações e contratos, com ênfase em direito bancário, econômico e do consumidor. É autor do livro “Os Bancos no Banco dos Réus“ - Ed. América Jurídica, (Rio de Janeiro, 2001).

E-mail de contato: contato@jacmlaw.com

Sobre o Blog

Este blog traz informações independentes sobre bancos, segurança, cobrança, investimento e outros temas que ajudam no seu dia a dia com as instituições financeiras.

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